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O inverno está chegando na Europa e, com isso, é realista esperar pela 5ª vaga de Covid em Portugal, ou seja, uma nova onda de casos da doença. No dia 7 de novembro, os professores Manuel Carmo Gomes (epidemiologista) e Carlos Antunes (engenheiro), publicaram um artigo no site da Faculdade de Ciências de Lisboa explicando sobre o risco e o que esperar dessa nova fase.

Desconfinamento e chegada do inverno: uma combinação preocupante

Conforme disseram os professores, Portugal já passou, no total, por 1 097 557 casos confirmados de infecção pelo SARS-CoV-2 e 18 203 óbitos por COVID-19. Agora, o número de casos registrados por dia é considerado moderado, na casa dos 950 pacientes.

Mas, a situação atual é a seguinte: a partir do começo do mês de outubro, Portugal entrou na terceira fase do desconfinamento, mesma época em que o país atingiu 85% de cobertura vacinal.

Com isso, nas últimas semanas, as idades onde o risco de infecção tem sido mais elevado situam-se entre os 18 e os 25 anos, seguidos das crianças com menos de 10 anos e dos jovens adultos entre 25 e 40 anos de idade, então, o perigo ainda circunda e precisamos continuar cautelosos.

O frio está chegando, os ambientes passam a ficar mais fechados e as pessoas com saúde frágil e debilitada (especialmente idosos) têm maior risco de desenvolver a doença na sua forma grave, potencialmente transmitida pelos mais jovens.

A importância da vacinação no enfrentamento da quinta vaga de Covid em Portugal

Outro ponto importante a se considerar é que, desde o princípio de outubro, a maioria dos novos casos de infecção ocorreu em pessoas já completamente vacinadas. Ou seja, é preciso lembrar que a vacina tem validade, embora não se saiba exatamente qual é essa validade.

Mas existe um ponto muito positivo para evitar a forma mais grave da doença. “Tanto a infecção causada pelo vírus como a vacinação, induzem memória imunológica duradoura, a chamada imunidade celular. Ambas induzem a diferenciação de linfócitos B e T, sendo este aspecto o mais importante na proteção contra doenças graves. Assim, embora a infecção das vias nasais pelo SARS-CoV-2 seja difícil de evitar, a deslocação do vírus para órgãos internos, como os pulmões, é dificultada pela resposta imunológica celular nas pessoas que tenham sido previamente vacinadas (ou previamente infectadas)”.

Um exemplo dado pelos professores é que “os dados relativos à vacina mais administrada em Portugal (Comirnaty®, Pfizer) mostram que em setembro ocorreram 1,7 infecções por cada 1000 pessoas que tinham sido vacinadas em julho, enquanto que para os vacinados antes de março, ocorreram 3,9/1000 infecções”.

Apesar dos casos de infecção em pessoas já vacinadas, a vacinação é fundamental para o enfrentamento da quinta vaga de Covid em Portugal, pois a vacina consegue reduzir substancialmente os casos de internação por Covid, reduzindo a pressão nos hospitais.

Estima-se que na 4ª onda (julho/2021) em Portugal, houve apenas 1/3 das hospitalizações que teriam ocorrido caso não houvesse vacinação. 

quinta vaga de covid em portugal - vacinação em Portugal
Vacinação em Portugal

Reforço vacinal dos idosos em Portugal

Os professores ressaltam que “as vacinas mantém-se altamente protetoras contra doença grave, mas a sua efetividade contra infecção pela variante Delta do vírus (incluindo assintomática ou com sintomas leves) é inferior a 80% e decai com o passar do tempo”. 

Então, para manter a atual situação sob controle, já estão sendo aplicadas terceiras doses em idosos com saúde frágil e debilitada, pois eles têm maior risco de desenvolver a forma grave da doença.

“O reforço vacinal dos mais idosos nas próximas semanas, se suficientemente rápido, deverá compensar o decaimento da proteção que tinham obtido por vacinação no início do ano, permitindo que atravessem o inverno com baixa probabilidade de contrair doença grave”, alertam os professores.

Outros cuidados importantes no enfrentamento da quinta vaga de Covid em Portugal

Para que o país seja capaz de lidar com a 5ª vaga de Covid sem precisar adotar medidas drásticas de isolamento outra vez, os professores Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes acreditam em uma poderosa combinação de atitudes que é a “elevada cobertura vacinal com a manutenção de medidas não farmacológicas, destacando-se o uso de máscaras e o arejamento de espaços fechados”.

Segundo eles, é imprescindível cumprir com esses dois requisitos para evitar “o ressurgimento da infecção a que assistimos presentemente na Europa, mesmo em países com 60% a 75% da população vacinada, como é o caso do Reino Unido, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia e Irlanda”. 

A 5ª vaga de Covid em Portugal não será o fim da pandemia

Em resumo, a vacinação está sendo essencial para entrarmos na 5ª vaga de Covid em Portugal sem desespero. Mas, fica o alerta de que mesmo o reforço vacinal não garante a proteção indefinida contra Covid-19, e não há como prever o surgimento de uma nova variante do vírus. É possível que o vírus circule entre nós pelos próximos anos, portanto, devemos esperar por isso e continuar seguindo os cuidados recomendados pelas autoridades competentes.

Por Pri Fortinho

Sou uma brasileira de Santa Catarina, graduada em Publicidade e Propaganda e especializada em redação criativa. Em 2017 me mudei para Portugal com o objetivo de conhecer novas culturas e refinar minha perspectiva sobre o mundo. A mudança de país me apresentou a um estilo de vida mais minimalista e à oportunidade de trabalhar produzindo conteúdo para inspirar as pessoas a buscarem mais qualidade de vida e bem-estar.

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