
O Visto D2 permite que estrangeiros residam em Portugal para empreender ou atuar profissionalmente de forma independente.
Ele se divide em dois perfis: quem deseja abrir ou investir em uma empresa portuguesa, e quem é profissional liberal, advogado, médico, arquiteto, consultor, profissional de TI, com contrato de prestação de serviços para clientes em Portugal.
Não há valor mínimo de investimento fixado em lei, mas o montante apresentado precisa ser coerente com o plano de negócios proposto.
Quem pode solicitar o Visto D2?
O Visto D2 se divide em duas modalidades principais. Identificar corretamente o seu perfil empreendedor é o primeiro passo para uma aplicação consistente e com maior chance de aprovação.
Perfil 1: Empreendedor
Para quem deseja constituir uma sociedade em Portugal (Lda), abrir uma filial de empresa brasileira ou investir em um negócio existente. O requisito chave é a apresentação de um Plano de Negócios sólido, demonstrando viabilidade econômica, relevância financeira e, preferencialmente, potencial de criação de empregos.
Perfil 2: Profissional Liberal ou Autônomo
Para profissionais liberais, advogados, médicos, arquitetos, consultores, profissionais de TI, que prestarão serviços diretamente a pessoas ou empresas em Portugal. O requisito chave é um contrato de prestação de serviços, ou proposta escrita de contrato, com clientes portugueses.
Quanto preciso investir para o Visto D2?
A lei portuguesa exige a comprovação de que o requerente possui meios financeiros disponíveis em Portugal e a intenção de proceder a um investimento devidamente descrito e identificado, mas não existe um valor mínimo fixo estabelecido em lei. O investimento deve ser coerente com o negócio proposto no plano de negócios.
Isso diferencia o D2 do Golden Visa, que exige valores mínimos legalmente definidos. No D2, o que conta é a credibilidade e a coerência entre o valor apresentado e a viabilidade real do projeto.
Dica prática: não é obrigatório, mas é altamente recomendável já ter a empresa constituída, pelo sistema “Empresa na Hora”, ou o início de atividade declarado nas Finanças antes de protocolar o visto, já que isso demonstra seriedade e aumenta as chances de aprovação.
Quais documentos são necessários para o Visto D2?
Documentos gerais, para ambos os perfis:
- – Formulário oficial de pedido de visto preenchido;
- – Passaporte válido;
- – Certidão de antecedentes criminais com Apostila de Haia;
- – Seguro de saúde ou viagem com cobertura adequada, brasileiros podem usar o PB4;
- – Comprovante de alojamento em Portugal;
- – Comprovante de meios financeiros disponíveis em Portugal.
Documentos específicos para o perfil Empreendedor:
- – Plano de negócios detalhado, com análise de mercado, projeções financeiras e potencial de criação de empregos;
- – Declaração de investimento realizado ou pretendido em Portugal;
- – Documentos da empresa, quando já constituída.
Documentos específicos para o perfil Profissional Liberal:
- – Contrato de prestação de serviços ou proposta escrita de contrato com cliente em Portugal;
- – Comprovação de qualificação profissional compatível com a atividade.
Como funciona o processo do Visto D2, passo a passo?
Passo 1: Obtenção do NIF
Solicitação do Número de Identificação Fiscal português, essencial para qualquer etapa seguinte.
Passo 2: Definição do tipo de negócio ou contrato
Identificação do perfil adequado, abertura de empresa, investimento em negócio existente, ou contrato de prestação de serviços como profissional liberal.
Passo 3: Abertura de conta bancária em Portugal
Abertura de conta pessoal e, quando aplicável, conta empresarial, depositando os fundos coerentes com o investimento proposto.
Passo 4: Elaboração do plano de negócios ou formalização do contrato
Para empreendedores, desenvolvimento de um plano de negócios completo. Para profissionais liberais, formalização do contrato ou proposta de prestação de serviços.
Passo 5: Constituição da empresa, quando aplicável
Registro da empresa em Portugal, com apoio de contabilista, antes ou durante o processo de visto.
Passo 6: Reunião e submissão da documentação
Organização de toda a documentação pessoal e empresarial, com submissão presencial na VFS Global.
Passo 7: Análise do pedido
A análise tem um custo de €90 e prazo de até 60 dias, podendo variar conforme o consulado e o volume de pedidos.
Passo 8: Entrada em Portugal e conversão para residência
Com o visto aprovado, há 120 dias para entrar em Portugal e agendar atendimento na AIMA, solicitando a Autorização de Residência inicial de 2 anos, renovável por períodos de 3 anos.
Qual a diferença entre o Visto D2 e os Vistos D7 e D8?
A diferença principal entre o D2 e o D8 é a origem da renda: no D2, você presta serviços ou vende produtos para o mercado português. No D8, seus clientes ou empregadores estão fora de Portugal, com trabalho remoto internacional.
Já o Visto D7 é destinado a quem vive de renda passiva – aposentadoria, aluguéis, dividendos – sem necessidade de exercer atividade profissional ativa, seja empreendedora ou remota.
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Por que contar com uma assessoria especializada?
O Visto D2 exige mais do que um plano de negócios bem escrito, exige coerência entre o perfil do requerente, a viabilidade do projeto e os documentos apresentados. Erros na escolha do perfil correto, ou um plano de negócios pouco convincente, são as causas mais comuns de indeferimento.
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Conteúdo revisado por Martins & Oliveira – Sociedade de Advogados, especialistas em direito da nacionalidade e imigração. Atualizado em junho de 2026.
Perguntas frequentes sobre o Visto D2 Empreendedor
Não há valor mínimo fixado em lei. O investimento precisa ser coerente com o plano de negócios apresentado e com a viabilidade real do projeto.
Sim. Profissionais liberais como advogados, médicos, arquitetos, consultores e profissionais de TI podem solicitar o D2 apresentando contrato de prestação de serviços ou proposta de contrato com cliente em Portugal.
Documentos pessoais como passaporte, antecedentes criminais e seguro de saúde, além de plano de negócios (para empreendedores) ou contrato de prestação de serviços (para profissionais liberais).
No D2, a renda vem de clientes ou negócios em Portugal. No D8, a renda vem de clientes ou empregadores fora de Portugal, mesmo trabalhando remotamente a partir do território português.
O D7 é para quem vive de renda passiva, como aposentadoria ou aluguéis. O D2 é para quem exerce atividade profissional ativa, seja empreendendo ou prestando serviços.
A análise consular tem prazo de até 60 dias após a submissão, podendo variar conforme o consulado e a complexidade do caso.
Não é obrigatório, mas é altamente recomendável. Ter a empresa constituída ou o início de atividade declarado nas Finanças antes do pedido demonstra seriedade e aumenta as chances de aprovação.
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